segunda-feira, 18 de Julho de 2011

Frases e pensamentos para professores...






“Aprender a ser professor é uma viagem longa e complexa, repleta de desafios e emoções. Inicia-se com as diferentes experiências que temos com os nossos pais e irmãos; prossegue à medida que vamos observando professor após professor, ao longo dos dezasseis a vinte anos de escolaridade. Culmina, formalmente, com a formação profissional, mas continua nas experiências de ensino por que vamos passando ao longo da vida”.
(ARENDS, 1995:14).



“A escola primária deveria ser uma instituição onde se averiguasse do saber espontaneamente adquirido pela criança, onde lhe fosse mostrado qual é o seu saber e como ele se pode registar pelo diálogo com o adulto e com outras crianças”
(Santos citado por MARTINS, 1996:103)






“A educação propriamente dita liga-se intimamente à cultura de onde brota e para a qual contribui como uma força constantemente modificadora e conformadora… tendemos a esquecer em que medida o sucesso da escolarização formal depende do condicionamento cultural do aluno, seja antes de ele entrar para a escola, seja durante a sua vida escolar”
(Wall citado por: NIZA, 1976:32).



“O presente não existe. A todo o momento se transforma em passado. E o passado fica para trás ainda que se reflicta no que é actual. O futuro não sabemos se existirá. Mas, no entanto, contamos com ele. Deixamos de fazer, ou o fazemos, em nome dele. Marcamos etapas para chegar a um final ideal. Vivemos o presente em função dele. Contamos com o advir… e preparamo-nos. Decidimos um caminho a percorrer mas, cedo verificamos que não é exactamente igual ao que estamos a seguir: temos de fazer marcha atrás, experimentar outros percursos, optar por atalhos… e, apesar de nem sempre se chegar ao destino inicial, continuamos a acreditar que não podemos andar à deriva que é preciso planificar e avaliar o caminho”.
(Maria Manuela Pomar in DAMIÃO, 1996:10).







“A tarefa de educar a juventude é demasiado importante e complexa para ser deixada inteiramente à mercê dos progenitores ou das estruturas informais de tempos passados. A sociedade moderna necessita de escolas dotadas de professores especializados que estejam aptos a ensinar e a socializar as crianças (…).”
(ARENDS, 1995:1).






“A matemática não é uma ciência sobre o mundo, natural ou social, no sentido em que são algumas das outras ciências, mas sim uma ciência que lida com objectos e relações abstractas. É, para além disso, uma linguagem que nos permite elaborar uma compreensão e representação desse mundo, e um instrumento que proporciona formas de agir sobre ele para resolver problemas que se nos deparam e de prever e controlar os resultados da acção que realizarmos.”
(Ministério da Educação, s/d: 2).


“… a disciplina de Matemática no ensino básico deve contribuir para o desenvolvimento pessoal do aluno, deve proporcionar a formação matemática necessária a outras disciplinas e ao prosseguimento dos estudos – em outras áreas e na própria Matemática – e deve contribuir, também, para a sua plena realização na participação e desempenho sociais e na aprendizagem ao longo da vida.”
(Ministério da Educação, s/d: 3).


Espaço conflitual, lugar onde convergem, se encontram e confrontam actores com diferentes papéis, ideologias e práticas, imagens e representações, expectativas e aspirações, a escola constitui-se como ponto nodal do sistema educativo. Se é verdade que as diversidades locais e regionais contribuem para caracterizar o “clima” de cada escola, a sua inserção num sistema, condiciona o seu funcionamento a um conjunto de regras e imposições. Contudo, as margens de liberdade que o espaço escolar proporciona, permitem o exercício de uma autonomia, resultante das atitudes e práticas dos que lhe dão vida”
(TEIXEIRA, 1995:8).



“o envolvimento global da pessoa, tanto a do professor como a do aluno, no exercício da actividade docente, confere a esta actividade uma especial complexidade. Algumas das competências que são hoje explicitamente requeridas aos professores para a realização de determinadas tarefas são competências éticas, uma vez que se destinam a enformar a acção docente naqueles aspectos que ultrapassam o domínio da legislação e entram no da consciência moral”
 (SEIÇA, 1998:21).



Ser professor é ser mais astuto, é ser mais ambicioso
Do que os decretos! Lutar como quem acaricia!
È ser arquitecto e ir construindo uma via
Que ilumine um universo espinhoso!

É ter dos alunos a recompensa
E nem sequer por ela esperar!
É ter cá dentro uma vocação a brilhar,
É ter ambição e querer que o outro vença!
É ter vontade, é ter sede de Aprender!

Por honrar a arte que cinzela…
É da Escola um palco tecer!

E é empenhar-se, assim, apaixonadamente…
É ser alma, e sangue, e uma profissão bela
E clamá-lo, com brio, a toda a gente!”

(Adaptação do poema “Ser Poeta” de Florbela Espanca por Susana Pereira2007:9.)




“Se há um campo da actividade humana no qual as dimensões cognitiva e afectiva comparecem com igual importância, esse campo é o da acção moral. Sendo que toda a acção remete a um ‘fazer’, a dimensão cognitiva ou ‘intelectual’ corresponde ao ‘saber fazer’ e a dimensão afectiva corresponde ao ‘querer fazer’”
(YVES DE LA TAILLE citado por OLIVEIRA et al 2003:171).



Ensinar é uma arte transversal ou prática, e não uma das belas artes que têm como objectivo último a criação de beleza. Enquanto arte instrumental, o ensino é algo que se afasta das receitas, fórmulas ou algoritmos. Requer improvisação, espontaneidade, o lidar com múltiplas possibilidades relativas à forma, ao estilo, à cadencia, ao ritmo e à adequabilidade, de modos tão complexos que mesmo os computadores seriam, em princípio, incapazes de o fazer (…)”.
(ARENDS, 2001:1).






A educação especial visa a criação de condições para a adequação do processo educativo às necessidades educativas especiais dos alunos com limitações significativas a nível da actividade e da participação num ou vários domínios de vida, decorrente de alterações funcionais e estruturais, de carácter permanente, resultando em dificuldades continuadas ao nível da comunicação, da aprendizagem, da mobilidade, da autonomia, do relacionamento interpessoal e da participação social”

 (PEREIRA, 2008:17).



“Aprender a ser professor é uma viagem longa e complexa, repleta de desafios e emoções. Inicia-se com as diferentes experiências que temos com os nossos pais e irmãos; prossegue à medida que vamos observando professor após professor, ao longo dos dezasseis a vinte anos de escolaridade. Culmina, formalmente, com a formação profissional, mas continua nas experiências de ensino por que vamos passando ao longo da vida”
(ARENDS, 2001:14).



“… o professor não está isolado. A sua prática insere-se num contexto mais amplo que é a escola, local onde se interceptam diferentes indivíduos e grupos (professores, alunos, pais, autarquias, sindicatos, etc) todos eles com distintas perspectivas, expectativas, metas e interesses relativamente à mudança e com diversos modos de interpretar”. (in TEIXEIRA, 1991:17).






“Saiu o semeador para semear a sua semente. Enquanto semeava, parte da semente caiu à beira do caminho, foi pisada e as aves do céu comeram-na. Outra caiu sobre a rocha e, depois de ter germinado, secou por falta de humidade. Outra caiu no meio dos espinhos, e os espinhos, crescendo com ela, sufocaram-na. Uma outra caiu em boa terra e, uma vez nascida, deu fruto centuplicado.”

(São Lucas citado por Ricardo vieira in http://www.esecs.ipleiria.pt/files/f1015.1.pdf).




“ La transformation de l´école usine ou productiviste en école relationnelle et humaniste, tournée non pas vers la production de diplômes mais vers le développement de la personnalité humaine (…). L´école souhaitable à l´horizon du XXIème siècle ne peut pas se constituer comme un espace-temps de développement personnel et communautaire ”.
(in JESUS, 2000 :36).




“Ensinar é uma arte transversal ou prática, e não uma das belas artes que têm como objectivo último a criação de beleza. Enquanto arte instrumental, o ensino é algo que se afasta das receitas, fórmulas ou algoritmos. Requer improvisação, espontaneidade, o lidar com múltiplas possibilidades relativas à forma, ao estilo, à cadência, ao ritmo e à adequabilidade, de modos tão complexos que mesmo os computadores seriam, em princípio, incapazes de o fazer (… )”.
(ARENDS, 2001:1).




No momento em que se observa uma degradação do estatuto profissional do professor e uma certa tendência para a desqualificação do seu trabalho, vê-se que os novos objectivos da educação, as novas expectativas que se têm face a ela, exigem professores melhor formados e mais profissionais”.
(Lundgreen citado por Teodoro, 1994:2).



“A natureza quer que as crianças sejam crianças  antes de serem homens. Se queremos perturbar essa ordem, produziremos frutos precoces, sem maturidade nem sabor e que não tardarão a apodrecer, teremos jovens doutores e velhas crianças. A infância tem maneiras  de ver, de pensar, de sentir que lhe são próprias; nada há de mais insensato que querer substituí-las pelas nossas; (…). Não deis ao vosso pupilo nenhuma espécie de lição verbal; ele só as deverá receber da experiência.”



(Rousseau cf. Figueira, 2004, p.27)






"Será indispensável alterar a organização das escolas, interrogar práticas educativas dominantes. É urgente interferir humanamente no íntimo das comunidades humanas, questionar convicções e, fraternalmente, incomodar os acomodados”
José Pacheco





"A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe."
Jean Piaget




Uma das tarefas mais importantes da prática educativa-crítica é propiciar as condições necessárias em que os seus educandos em relações uns com os outros e todos com o professor ou a professora ensaiam a experiência profunda de assumir-se. Assumir-se como ser social e histórico, como ser pensante, comunicante, transformador, criador, realizador de sonhos‖.
Freire



―A Educação é relacional. Relaciona-se com o conhecimento, com o mundo em geral, e com os agentes educativos em particular. E é este mundo particular que, por ser educativo, terá necessariamente que ter envolvimento para haver desenvolvimento. E é neste movimento de envolvimento que surge a relação entre os pares, ou seja, a relação educativa. E toda a emotividade a ela subjacente…‖
(Branco, 2004, p. 67)



―É inquestionável a importância da família na educação sexual das crianças e dos jovens; a vivência da sexualidade é um dos elementos do processo de desenvolvimento global da pessoa, no qual a família, como se sabe, é o primeiro e um dos principais agentes
(Benavente e tal.,2000, p.49).



“Não posso brincar contigo, disse a raposa.

Não me cativaram ainda
- Eu procuro amigos, disse o principezinho.
Que quer dizer “cativar”?

-É uma coisa muito esquecida, disse a raposa.
Significa criar laços…”
Saint Exupery, 1987



“A mediatização extremamente selectiva de alguns episódios de violência ocorridos em estabelecimentos escolares construiu uma representação social da “violência escolar” muito distante do quotidiano vivido pelos diversos actores. Essa dramatização da mídia, estigmatizando as situações de problemas na escola, preocupa as famílias, polariza os discursos e as práticas, altera certas análises e trava reflexões sobre as diferentes formas de intervenção possíveis. A complexidade das situações escolares, no entanto, não pode ser reduzida ao espectacular e as reparações não podem se contentar com receitas demagógicas.”
(BLIN, 2005:13).



“Uma escola sem disciplina é um moinho sem água.
Efectivamente, assim como se tira a água a um moinho, ele pára necessariamente, assim também, se na escola falta a disciplina, tudo afrouxa. Do mesmo modo, se um campo não é sachado, logo nele nascem cizânia e outras ervas daninhas; se as árvores não são podadas, tornam-se selvagens e lançam rebentos inúteis. Daqui não se segue que a escola deva estar cheia de gritos, de pancadas e de varas, mas cheia de vigilância e de atenção, da parte dos professores e da parte dos alunos.”
 (Coménio in CRUZ, 2003:30).



“A teoria da formação tem o trabalho de tornar claros os pressupostos antropológicos da formação, determinar o caminho que o homem tem de percorrer no processo de se tornar «homem», e indicar de que maneira é possível ajuda-lo nesse empreendimento através de um estimulo metódico, de acordo com um plano”.
                                                                                      (Menze, citado por GARCÍA, 1999:20).




“A escola é responsável pela protecção dos seus alunos. A escola deve orientar o aluno no sentido de que ele obtenha conhecimentos académicos adequados, e, ao mesmo tempo, deve criar um ambiente que promova atitudes e comportamentos de tolerância, cooperação e respeito. Trata-se essencialmente do desenvolvimento de atitudes que vão, simultaneamente, favorecer um bom rendimento escolar.”
           (in SERRATE, 2009:13).

Sem comentários:

Enviar um comentário