quinta-feira, 8 de abril de 2010

HÁ DIAS ASSIM...

Hoje, andava a navegar na net, sem saber bem o que procurar, apenas por vicio e encontrei esta coisa engraçada… e, decidi roubar :D … vá pedir emprestadado: p
Assim, também ficam a conhecer um pouco mais de mim e das minhas maluqueiras…

SE EU FOSSE UM MÊS SERIA: Abril, (no dia 22 de Abril de 1988, o mundo ficou mais feliz, no hospital de Fão nascia eu:p); Setembro… é o único mês em que consigo descansar e não corro o risco de ir para a praia e levar com aqueles sotaques esquisitos a que estamos habituados :s).
 SE EU FOSSE UM DIA DA SEMANA SERIA: A sexta (não sei porquê, mas ultimamente as sextas feiras - sobretudo quando vou a casa de fds - têm um sabor diferente).
 SE EU FOSSE UM NÚMERO SERIA:  6 (não me perguntem porquê, acho-o engraçado… tem tudo a ver comigo, não há euromilhões que preencha que não vá um 6 todo vaidoso… mas ainda não ganhei nada com ele L).
SE EU FOSSE UM PLANETA SERIA: Terra (acho que ainda não encontraram um melhor do que o nosso, para já fico por aqui…).
SE EU FOSSE UMA DIRECÇÃO SERIA:  Norte (não há nada mais bonito que o norte e, assim tinha certeza de que ninguém perderia o rumo).
SE EU FOSSE UM MÓVEL SERIA:  Sofá (para ser útil e ajudar as pessoas a sentirem-se confortáveis).
SE EU FOSSE UM LÍQUIDO SERIA: Certamente uma bebida alcoólica.
SE EU FOSSE UM PECADO SERIA: Luxúria e gula (vindo de mim, estavam à espera de quê?).
SE EU FOSSE UMA ÁRVORE SERIA:  Carvalho (porque será?).
SE EU FOSSE UMA FRUTA SERIA:  Morango (porque eu gosto).
SE EU FOSSE UMA FLOR SERIA:  Gerbera.
 SE EU FOSSE UM CLIMA SERIA:  Ameno, um pouco para o quentinho, gosto de sol e odeio a chuva…
SE EU FOSSE UM INSTRUMENTO MUSICAL SERIA:  Violino (adoro a sua melodia e, gostaria de o saber tocar).
SE EU FOSSE UM ELEMENTO SERIA:  Água (não sei nadar, mas gosto muito da aguinha).
SE EU FOSSE UMA COR SERIA:  Azul (discreto, mas bonito, cor do céu e do mar… azul do FCP :p).
SE EU FOSSE UM ANIMAL SERIA:  Leoa (sou teimosa e defendo sempre o meu território e as minhas ideias).
SE EU FOSSE UM SOM SERIA: Pum-pum (o som do coração).
SE EU FOSSE UM ESTILO DE MÚSICA SERIA: Um, e porquê só um, seria uma artista multifacetada, com um pouco de cada estilo :p 
SE EU FOSSE UM LIVRO SERIA: “Um momento inesquecível” (porque há momentos e pessoas que nunca se esquecem).
SE EU FOSSE UM LUGAR (CIDADE) SERIA:  Veneza (esta cidade fascina-me).
SE EU FOSSE UM GOSTO SERIA: Doce, com um enlaço de salgado e picante (porque a vida é feita de sensações).
SE EU FOSSE UMA PALAVRA SERIA: Felicidade.
SE EU FOSSE UM VERBO SERIA: So(rir).
SE EU FOSSE UM OBJECTO SERIA: uma caixa (as caixas guardam sempre coisas diferentes, por vezes bastante interessantes).
SE EU FOSSE UMA PARTE DO CORPO SERIA:  Olhos (são o espelho da alma).
SE EU FOSSE UM DESENHO ANIMADO SERIA:  A Alice no país das maravilhas
SE EU FOSSE UMA ESTAÇÃO SERIA: Primavera (tudo muda nesta estação, as pessoas andam mais felizes, o amor anda no ar, tudo é mais bonito…).

terça-feira, 16 de março de 2010

BALANÇAR




Pedes-me um tempo 
pra balanço de vida 
mas eu sou de letras 
não me sei dividir
para mim um balanço
é mesmo balançar
balançar é ter,dar balanço
e sair...

Pedes-me um sonho
pra fazer de chão
mas eu desses não tenho
só dos de voar
e agarras a minha mão
com a tua mão
e prendes-me a dizer
que me estás a salvar
de quê?
de viver o perigo
de quê?
de rasgar o peito
com o quê?
de morrer 
mas de que, paixão?
de quê?
se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde 
e nao ter, nem sentir 
o vento ardente 
a soprar o coração...

Prendes o mundo
dentro das mãos fechadas
e o que cabe é pouco
mas é tudo o que tens
esqueces que às vezes 
quando falha o chão 
o salto é sem rede 
e tens de abrir as mãos

Pedes-me um sonho 
pra juntar os pedaços 
mas nem tudo o que parte 
se volta a colar 
e agarras a minha mao 
com a tua mao e prendes-me 
e dizes-me para te salvar 
de quê?
de viver o perigo
de quê?
de rasgar o peito
com o quê?
de morrer 
mas de que, paixão?
de quê?
se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde 
e nao ter, nem sentir 
o vento ardente 
a soprar o coração...

de quê?
de viver o perigo
de quê?
de rasgar o peito
com o quê?
de morrer 
mas de que, paixão?
de quê?
se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde 
e nao ter, nem sentir 
o vento ardente 
a soprar o coração..
Mafalda veiga

DEPOIS DE ALGUM TEMPO...

 "Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas segundos para destruí-la, e que poderás fazer coisas das quais te arrependerás para o resto da vida. 
Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tens na vida, mas quem tens na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendes que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebes que o teu melhor amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobres que as pessoas com quem tu mais te importas são tiradas da tua vida muito depressa, por isso devemos sempre despedir-nos das pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprendes que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que podes ser. Descobres que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser, e que o tempo é curto. Aprendes que, ou controlas os teus actos ou eles te controlarão e que ser flexível nem sempre significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, existem sempre os dois lados.
Aprendes que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer enfrentando as consequências. Aprendes que paciência requer muita prática. Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te empurre, quando cais, é uma das poucas que te ajuda a levantar. Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e o que aprendeste com elas do que com quantos aniversários já comemoraste. Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que supunhas.
Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são disparates, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobres que só porque alguém não te ama da forma que desejas, não significa que esse alguém não te ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, poderás ser em algum momento condenado.
Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que tu o consertes. Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás. 
Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperares que alguém te traga flores. E aprendes que realmente podes suportar mais ... que és realmente forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor diante da vida! As nossas dádivas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."


William Shakespeare

domingo, 14 de março de 2010

UM PEQUENO MURMÚRIO NO PASSADO




Esta na hora de dizer BASTA, parar, por momentos, olhar para as feridas que deixaste e seguir em frente … és me nada…
Lembro-me dos momentos bons que passamos juntos, dos dias e das noites de prazer eminente em que o mundo passava a ter sentido e nua, na rua, na cama me sentia eu, mulher possuída por um desejo inebriante e, me entregava inteiramente a ti…
Apetece-me rasgar, partir, fugir, desistir, sim, desistir de ti, de um mundo que não é meu. Um amor constrói-se a 2, não a 3. Fizeste a tua escolha, eu fiz a minha…
Abusaste, deixaste marcas, fizeste tudo o que não deveria ser feito, resta olhar para trás, apagar as memórias, lamber as feridas e seguir enfrente…
As lágrimas que choro não são de tristeza, mas de alívio e de alegria, por ter regressado ao meu mundo… continua vivendo o teu com os teus… sê feliz com a infelicidade…
Parabéns a ela…
És-me nada…
                        Odiar?
Não.
            Amar?
                       Talvez um dia o tenha feito.
Agora não passas de um pequeno murmúrio no meu passado…

(força amiga… estou sempre aqui…).
Carla Carvalho

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

NAS ASAS DO IMAGINÁRIO…




A vontade de ser criança incendeia dentro de mim sempre que passo numa montra de brinquedos ou velharias ou vejo algo que me faz lembrar a minha infância, não há triciclo, bicicleta com rodinhas, barbie, Kenn, homem aranha, gormity, navegante da lua, poupas, monstro das bolachas, songoku, nem noddy que me passem despercebidos. Assim, inconscientemente dou por mim em frente do sofá, sentada e refastelada a brincar com esses objectos que me fazem voar para além do imaginário e a fazer vozes estranhas. 
Realmente os primeiros anos de vida são preponderantes para o nosso futuro, ser criança é uma dádiva que deve ser vivida, aproveitada e acima de tudo guiada, por pessoas capazes de dar carinho, apoio, conduzindo aqueles de quem mais se gosta pelas encostas da felicidade; e, sentir saudade desses tempos é querer voltar, regressar à tenra idade em que fui realmente e verdadeiramente feliz.
À noite, quando me deito, por vezes deparo-me a divagar, a sonhar com algo que gostaria de ser, fazer ou sentir, por vezes até considero ridículo e quase impossível de realizar, sonho que sou quem sou, o que quero ser, o que serei e o que nunca chegarei a ser e acabo por ser isso e muito mais, pois, sou simplesmente eu, as minhas recordações, o meu pensamento, a minha imaginação e o meu sonho que uma voz despertou...
Carla Carvalho

domingo, 17 de janeiro de 2010

QUERER NÃO É PODER



Gostava de pegar numa folha de papel e poder escrever tudo o que vai dentro de mim, na minha alma, no meu ser, mas nem eu sei, não consigo decifrar nem controlar o que se está a passar.

Gostava de poder expelir a vontade que tenho de te poder sentir, de te poder ver…

Mas, como querer não é poder, limito-me ao pensamento que quero que cesse, mas não cessa, que quero que pare, mas não para, que quero que mude mas não muda.

Queria tocar no céu e ver os teus olhos,

Queria ser um pingo de chuva na tua pele,

Queria poder olhar-te e não me sentir traída a mim mesma, pois tantas vezes jurei que não iria mais te olhar, nem pensar no teu ser…

Queria poder sair daqui, fugir, isolar-me num canto em que ninguém me pudesse ver, mas eu pudesse sentir o mundo.

Gostava que esta agitação parasse e não passasse de um sonho, de um pesadelo, preciso respirar…

Mas… querer não é poder…

Carla Carvalho